(...) Todavia, em última análise, a inclusão depende do trabalho cotidiano dos professores na sala de aula e do sucesso em garantir que todas as crianças possam participar de cada aula e da vida da escola como um todo. Os professores por sua vez, necessitam trabalhar em escolas que sejam planejadas e administradas de acordo com linhas inclusivistas e que sejam apoiadas pela comunidade local, pelas autoridades educacionais locais e, acima de tudo pelos pais. (MITTLER, 2003, p.20)
"FUI ALFABETIZADO NO CHÃO DO QUINTAL DA MINHA CASA, À SOMBRA DAS MANGUEIRAS, COM PALAVRAS DO MEU MUNDO, NÃO DO MUNDO MAIOR DOS MEUS PAIS. O CHÃO FOI O MEU QUADRO-NEGRO; GRAVETOS, O MEU GIZ. VOCÊ VEJA COMO ISSO ME MARCOU, ANOS DEPOIS. JÁ HOMEM, EU PROPONHO ISSO! AO NÍVEL DA ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS, POR EXEMPLO".(Paulo Freire)
A ESCOLA
(Paulo Freire)
"A Escola é...
O lugar onde se faz amigos, não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente, que se trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece, se estima. O diretor é gente, o coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão. Nada de 'ilha cercada de gente por todos os lados'. Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém, nada de ser como o tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se 'amarrar nela'!
Ora, é lógico... numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz."